TCU aponta negligência na fiscalização de 72% das barragens de mineradoras

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

Caros leitores, se vocês tiverem tempo para ler somente uma notícia completa nesta sexta-feira, leiam a reportagem do Valor Econômico País negligencia fiscalização de barragem” , do jornalista Murilo Camaroto. Todos já sabemos que não se restringia ao empreendimento da Samarco a irresponsabilidade do poder público e o vergonhoso incidente que provocou um gigantesco impacto ambiental e social em Minas Gerais, no Espírito Santo e no Oceano Atlântico. Mas não sabíamos o tamanho dessa omissão.

“O governo federal não tem a menor ideia do que se passa com as centenas de barragens de mineração espalhadas pelo país”, afirma o jornalista logo no início de sua matéria, baseada em informações de uma auditoria concluída recentemente pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a fiscalização por parte do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), do Ministério das Minas e Energia (MME).

Segue um trecho dessa importante reportagem, que absurdamente não “mereceu” nem sequer uma minúscula chamada na capa desse conceituado jornal, que tem feito uma excelente cobertura da área de meio ambiente.

A auditoria trouxe à tona dados alarmantes: 72% das barragens de rejeitos de mineração consideradas mais perigosas simplesmente não foram fiscalizadas pelo poder público nos últimos quatro anos. Essas são barragens classificadas na categoria “A”, ou seja, representam risco alto de ruptura e, ao mesmo tempo, têm potencial de causar grandes danos humanos, econômicos e ambientais em caso de acidente.

 

Destaques na internet

Seleção de artigos, reportagens e outros textos publicados on-line desde a coluna de ontem.

 

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The Scholarly Kitchen

Scholarly Open Access

Science

Valor Econômico

 

Na imagem acima, onda de lama da barragem da mineradora Samarco, que atingiu o Rio Doce, invade a cidade Resplendor, em Minas Gerais, na divisa com Espírito Santo, em 13/nov/2015: Foto: Fred Loureiro/ Secom/ES.


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2 Comentários

  1. Valdir Pessoa said:

    Ok, o governo federal deveria fiscalizar, mas não há como suavizar a responsabilidade da Sanmarco pelo enorme desastre ambiental…seria como responsabilizar alguém que foi vítima de assalto e estupro porque dormiu em casa, com a porta aberta e sem vestes!

    • Maurício Tuffani said:

      A Samarco dormiu sem vestes e com a porteira aberta, e, de fato, deve ser responsabilizada por isso. Mas a vítima foi o Brasil. O foco da matéria não é o incidente de Mariana, mas a irresponsabilidade pela falta de fiscalização por parte do Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), do Ministério das Minas e Energia. Se esses os dirigentes desses órgãos não forem processados, em breve a responsabilidade será de cada um de nós pela omissão. Onde estão “as ruas” agora?

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