Manobra na Unicamp para pagar Princeton, USP não responde e outras notícias

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

O UOL publica nesta quinta-feira (29/set)  mais uma reportagem em parceria com Direto da Ciência, mostrando o “jeito” aprovado pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp e por seu Departamento de Recursos Hídricos para remunerar a participação da Universidade Princeton dos Estados Unidos em um trabalho de pesquisa já contratado pela AES Tietê S/A. O problema é que os recursos foram definidos com base na lei de incentivo à inovação no setor elétrico, que obriga a realização de pesquisas no Brasil e proíbe pagar instituições estrangeiras. Confira em “Manobra na Unicamp tenta enviar US$ 1,6 milhão para universidade dos EUA” (com tradução para o inglês).

 

Posições diferentes

Um aspecto dessa reportagem incomum para o ambiente acadêmico é que não houve alinhamento das posições oficiais da Unicamp e do coordenador do projeto de pesquisa, professor Paulo Sergio Franco Barbosa, apesar de ele ter dado entrevista nas dependências da assessoria de comunicação da universidade. Isso significa que poderemos ter novidades em breve por parte da reitoria, na qual a proposta de convênio com Princeton está sob análise jurídica.

 

USP e Unicamp não respondem

Os professores que idealizaram esse projeto de lei são os mesmos a que se referiram as reportagens de Direto da Ciência “Dinheiro para pesquisa da Unicamp foi pago a empresa de professores” (24/ago) e “Docente da USP foi aprovado por sócios em bancas de concurso público e de doutorado” (11/ago). A Unicamp até o momento não se explicou sobre o caso relatado na segunda matéria. Mas, além de ter informado a USP sobre os fatos da primeira reportagem, já concluiu sindicância e enquadrou em processo disciplinar seus professores envolvidos nas citadas bancas examinadoras. A USP, por sua vez, até agora não disse o que fez com a informação enviada pela outra universidade estadual.

 

Encrenca em Princeton

Por falar na Universidade Princeton, a Science noticiou que Stewart Prager deixou o cargo de diretor do Laboratório de Física do Plasma da instituição (PPPL, na sigla em inglês), que estaria por mais de um ano com graves avarias em alguns de seus principais equipamentos. Com uma equipe de 500 funcionários e um orçamento anual de cerca de US$ 100 milhões, segundo a reportagem, o laboratório concentra suas pesquisas em fuão nuclear. O atraso no reparo estaria relacionado à previsão de corte no orçamento do programa de fusão do Departamento de Energia dos EUA, que é de US$ 438 milhões. E, pelo jeito foi a gota d’água para Prager deixar o cargo. Confira em “Director of U.S. fusion lab steps downs as researchers struggle to repair flagship machine”.

 

Quatro entrevistas sobre clima

O Instituto Socioambiental publicou em uma mesma matéria quatro reportagens sobre os desafios do Brasil após a ratificação do Acordo de Paris sobre a Convenção do Clima das Nações Unidas. Os entrevistados são Tasso Azevedo, coordenador do Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima, Carlos Nobre, coordenador do projeto Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas, Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Confira em “O Brasil no fio da navalha das mudanças climáticas”.

 

Licenciamento ambiental de portos

Enquanto a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara analisa o projeto de lei 3729/2004, que propõe alterações nas normas de licenciamento ambiental, e no Senado tramita a PEC 65/2012, que propõe dispensar do licenciamento obras cujos proponentes tenham simplesmente apresentado estudo de impacto ambiental, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) publicou hoje uma “Decisão de Diretoria” que “disciplina o licenciamento ambiental de instalações portuárias”. Para os interessados, a norma se encontra a partir da página 79 da seção I da edição desta quinta-feira (29/set) do Diário Oficial do estado.

 

Porto do Açu, no RJ

Impacto socioambiental de portos também é assunto quente no Rio de Janeiro. A edição desta quinta-feira do jornal O Globo traz a reportagem “Porto do Açu: um megaempreendimento cercado de impasses”, de Rafael Galdo. Vale a pena ler o texto e também os comentários do geógrafo Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense no post “‘Frozen’: a saga das desapropriações no Porto do Açu”, em seu blog.

 

Pedindo emprego no semáforo

Publicada originalmente pela BBC Brasil e reproduzida pela Folha, UOL, G1 e outros veículos, a reportagem “O professor universitário que pede emprego no semáforo”, do jornalista José Paulo Lanyi teve ampla repercussão. E não só nos meios acadêmicos, mas também no noticiário de economia. Um dos principais problemas foi personagem da notícia não ter feito mestrado, o que o impediu de continuar lecionando.

 

Destaques na internet

Seleção de artigos, reportagens e outros textos publicados on-line desde a coluna de ontem.

 

Agência Fapesp

BBC Brasil

Blog do Pedlowski (Marcos Pedlowski)

Capes – Notícias

Carlos Orsi

O Eco

Época

O Estado de S. Paulo

Folha de S.Paulo

G1

O Globo

MCTI – Notícias

Nature News

The New York Times

Notícias Socioambientais

Observatório do Clima

Pesquisa Fapesp

Retraction Watch

Scholarly Open Access

Science

UOL

Valor Econômico

 

Na imagem acima, entrada principal do campus da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foto: Unicamp/Divulgação.


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