Governo libera R$ 5 milhões para projeto com 8 pesquisas ‘despublicadas’

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

Na semana passada, o governo federal finalmente anunciou a liberação de R$ 320 milhões para completar com as fundações de amparo à pesquisa estaduais os R$ 654 milhões do maior edital de financiamento à ciência e à tecnologia já realizado no país. Das 101 propostas aprovadas, uma está sendo alvo de críticas de cientistas porque seu coordenador e colaboradores tiveram oito artigos retratados, o que no jargão acadêmico significa algo como “despublicados”.

Antes de serem retratados em abril pelo periódico Diabetes, dos Estados Unidos, quatro dos citados oito artigos haviam sido colocados sob suspeita, no início do ano passado, devido à ocorrência de duplicações de imagens de experimentos sobre a ação da insulina em organismos. Considerados grave pela revista, os erros nos procedimentos foram confirmados por investigações realizadas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que, no entanto, concluíram que não houve dolo ou má-fe dos autores.

Para os próximos cinco anos foi aprovado o financiamento de R$ 5 milhões para a proposta elaborada pelo autor que liderou esses estudos retratados, o endocrinologista Mario José Abdalla Saad, um dos mais conceituados pesquisadores brasileiros nessa área. Membro da Academia Brasileira de Ciências, ele é professor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), onde foi por dois mandatos diretor da Faculdade de Ciências Médicas, e tem pós-doutorado pela Universidade Harvard, dos Estados Unidos.

A proposta aprovada se refere ao Instituto Nacional de Obesidades e Diabetes (Inod), coordenado por Saad e um dos 101 centros de pesquisa selecionados entre 345 concorrentes ao financiamento do edital de 2014, o segundo do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs).

No entanto, a contratação da proposta pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), depende ainda da conclusão de uma nova investigação sobre o assunto que está sendo realizada pela Unicamp a pedido da fundação, que financiou projetos que resultaram em alguns dos estudos retratados.*

Iniciado em 2008, com a publicação de seu edital para o período 2009-2014, e coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), com a participação de órgãos federais e das fundações estaduais de fomento, o programa reúne em centros (INCTs) equipes especializadas em determinadas áreas de pesquisa e com eles contrata planos de trabalho, com metas definidas.

 

Reclamações

Na sexta-feira (11), dia seguinte ao anuncio da liberação dos recursos dos INCTs pelo governo federal, Direto da Ciência começou a receber manifestações de pesquisadores sobre a aprovação da proposta do Inod, todos eles solicitando anonimato. Para a maioria deles, o grupo coordenado por Saad não deveria ter sido beneficiado.

“Essa aprovação é um tapa na cara de orientadores que exigem rigor de seus alunos de pós-graduação”, disse um professor de química.

“Confira a rigidez da Fapesp em casos brandos de má conduta e a postura totalmente contrária com o caso Saad”, afirmou outro pesquisador, referindo-se às investigações em que foram apuradas “más-condutas científicas” pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A entidade participou do programa INCTs e já na quinta-feira, antes do governo federal, já havia anunciado os 33 projetos do estado financiados com sua participação de cerca de R$ 100 milhões.

Houve também professores que não se manifestaram contra a liberação de recursos para o Inod por considerarem que a equipe de Saad é bem qualificada e que seu projeto é relevante para a ciência e para a saúde pública. Mas eles criticaram o fato de a aprovação do projeto não ter sido acompanhada de nenhum posicionamento sobre as retratações expresso pelo o comitê que o avaliou. Uma endocrinologista afirmou:

“O trabalho dele [Saad] tem mérito científico e grande importância para a sociedade e merece ser continuado. Mas a falta de uma posição sobre essas retratações, como se elas não tivessem acontecido, é uma péssima sinalização de nossas agências financiadoras para nossos jovens pesquisadores. Parece que vale tudo”.

Mais reclamações foram encaminhadas na segunda-feira (14), quando o blog Retraction Watch, dos Estados Unidos, especializado em retratações científicas, publicou o post “New funding for researcher who sued to stop retractions (and now has 8)”.

Outro site que tem apresentado críticas aos trabalhos do endocrinologista brasileiro é o For Better Science, do jornalista e biólogo molecular Leonid Schneider.

 

Expressões de preocupação

A primeira retratação de um trabalho de Saad e colaboradores havia sido publicada em dezembro de 2013 pela Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. Em abril de 2015, após correções, o estudo foi republicado pela revista.

No início de abril deste ano, Saad e colaboradores tiveram quatro de seus artigos publicados entre 2007 e 2011 (1, 2, 3, 4) retratados pela Diabetes, que é editada pela Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês).

Além dessas retratações, dois outros trabalhos do grupo, de 2008 e de 2013,  também foram penalizados pela revista da ADA, cada um com uma “Expression of Concern” (EOC) — expressão de preocupação aplicada a trabalhos sobre os quais sobre os quais há suspeita de erros, mas ainda não há conclusão sobre eles.

Em maio, houve uma sexta retratação de outro artigo de Saad e seus colaboradores, dessa vez pelo periódico PLOS. Editado pela organização Public Library of Science, fundada em 2001 nos Estados Unidos, a revista em julho repetiu o procedimento com outro trabalho do grupo. A oitava retratação foi publicada em setembro pela revista Critical Care.

Em fevereiro de 2015, quando ainda estava sendo realizada a investigação solicitada pela ADA à Unicamp sobre artigos de Saad e colaboradores, a Diabetes publicou suas primeiras expressões de preocupação para quatro trabalhos do pesquisador brasileiro. Em resposta, ele decidiu ajuizar uma ação contra a ADA em um tribunal federal em Boston para que o periódico editado pela entidade removesse de seu site as EOCs.

“Estou defendendo minha honra, para provar que sou uma pessoa íntegra. Não posso deixar que meu nome seja sujado dessa maneira”, disse Saad ao repórter Herton Escobar, do Estadão. “Tenho muitos desafetos que querem denegrir minha imagem, infelizmente” (“Revista questiona trabalhos de médico da Unicamp e decreta ‘moratória’ à universidade”, 14/fev/2015).

“Foi uma péssima ideia. Só serviu para ele [Saad] gastar dinheiro inutilmente, se estressar ainda mais e atrair para essa história uma atenção da imprensa com uma proporção que não teria acontecido sem essa iniciativa de ir à Justiça”, disse um pesquisador da Unicamp.

De fato, foi inútil. No mesmo mês em que a ação foi iniciada, o juiz responsável pelo caso decidiu contra o pedido de Saad com base na Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos, que expressa o direito fundamental à liberdade de expressão.

 

Avaliadores defendem

As cinco retratações e as duas EOCs de artigos de Saad e seus colaboradores não passaram despercebidas pelo comitê internacional encarregado de avaliar as propostas ao edital dos INCTs. Organizado sob a coordenação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o grupo composto por 35 pesquisadores do Brasil e de outros países foi presidido pelo bioquímico Walter Colli, membro representante das áreas de ciências biológicas e da saúde na Comissão de Integridade na Atividade Científica do órgão federal.

Professor aposentado da USP, onde foi diretor do Instituto de Química, e ex-diretor do Instituto Butantan, em São Paulo, Colli destacou que para os membros do comitê prevaleceram sobre as retratações e EOCs a importância científica e social do trabalho da equipe de Saad, a qualificação dos pesquisadores do Inod e seus resultados alcançados, inclusive devido ao fato de não ter sido apurado dolo dos autores nos trabalhos criticados. “Não houve contestação ao conteúdo dos artigos dele”, acrescentou o presidente do comitê.

Colli destacou ainda que a proposta de Saad foi “aprovada de forma completamente isenta” por avaliadores estrangeiros que não teriam nenhum comprometimento com ele nem sequer o conhecem pessoalmente. “Mas eu conheço ele. É um pesquisador sério e um dos maiores especialistas em diabetes do Brasil. E que demonstrou que pode ajudar a avançar ainda mais o conhecimento científico nessa área”, afirmou.

Enfatizando que a Fapesp participou da seleção de pareceristas e do processo de análise das propostas do programa INCTs, o físico Carlos Henrique Brito Cruz, diretor científico da fundação e ex-reitor da Unicamp, expressou argumentos semelhantes ao de Colli em favor da aprovação do projeto coordenado por Saad.

Brito Cruz, que também integrou o comitê internacional, ressaltou também que a Fapesp acompanhou as reclamações sobre os estudos com a participação de Saad e os resultados das investigações conduzidas pela Unicamp, uma delas com a participação de especialistas estrangeiros, a partir dos questionamentos de artigos de Saad e seus colaboradores pela Diabetes. E destacou o fato de duas apurações terem concluído que não houve má fé por parte dos autores.

No entanto, acrescentou Brito Cruz, na medida em que a Fapesp solicitou à Unicamp nova investigação sobre estudos retratados que resultaram de projetos financiados pela fundação, e que esta deve pautar seus procedimentos administrativos em atenção ao seu Código de Boas Práticas Científicas, a contratação do projeto do Inod pela agência paulista parceira do programa INCTs dependerá ainda do resultado dessa apuração.*

 

‘Erros não invalidaram trabalhos’

Saad já havia sido contactado por Direto da Ciência em maio deste ano, logo após a sexta retratação. Naquela ocasião, ele afirmou que há dois anos, quando iniciava os preparativos para me candidatar a reitor da Unicamp (foi candidato derrotado em 2013 por uma margem pequena de votos) começaram a aparecer denúncias anônimas apontando erros em figuras de seus artigos (íntegra da resposta em maio).

Procurado novamente pelo blog, o pesquisador da Unicamp afirmou que hoje reconhece que errou ao recorrer à Justiça contra as expressões de preocupação da revista Diabetes. E disse que os cerca de R$ 5 milhões liberados serão aproveitados quase integralmente na formação de aproximadamente doutores e pós-doutores.

Sobre a primeira fase do programa INCT, que se encerrou em 2014,  Saad afirmou que de 2009 a 2016 o Inod atuou na formação de 160 doutores, 168 mestres e 37 pós-doutores, além de 197 alunos de iniciação científica. E acrescentou:

“Foram publicados 677 artigos científicos em revistas internacionais, além de dezenas em revistas nacionais e livros. Das patentes geradas, uma já está em fase de comercialização, que é a pomada que restaura a cicatrização em diabéticos. Esses dados reforçam a importância científica e social do INCT. Envio anexo parte do relatório do INCT com as publicações, livros e patentes.”

Além dessas respostas, em nota por e-mail o coordenador do Inod reiterou que “as retratações não ocorreram por falhas científicas ou fraude, como ficou provado em todas as investigações”, que os erros não invalidaram as conclusões dos trabalhos e que as imagens repetidas teriam sido usadas no lugar de outras que sua equipe provou possuir. “Se o pesquisador possui em seus arquivos a banda [de imagens] correta, por que apresentar a banda incorreta?” (Íntegra da nota de resposta.)

 

Integridade da pesquisa

O caso das retratações dos trabalhos de Saad e colaboradores e o anúncio da aprovação de seu projeto para o programa INCTs acontecem às vésperas da realização em Goiânia do 4º Encontro Brasileiro sobre Integridade da Pesquisa, Ciência e Publicações (4º Brispe). Presidido pela professora Sonia Vasconcelos, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reúne especialistas do Brasil e de diversos países, inclusive Ivan Oransky, editor do Retraction Watch.

Questionada pela reportagem, a presidente do evento optou por não tratar do assunto das retratações do pesquisador da Unicamp por não estar devidamente inteirada, mas afirmou que apesar de ser consensual a importância da integridade científica no contexto de avaliação de projetos, “não está explícito se o histórico de correção da produção científica dos pesquisadores proponentes, por exemplo, deve ser tratado na análise do mérito”.

Ressaltando que as políticas das agências de financiamento à pesquisa para lidar com casos de retratações, e especialmente as que envolvem má conduta científica, são muito recentes em vários países, inclusive no . Brasil, Sonia Vasconcelos afirmou:

Essa é uma discussão extremamente importante, mas deve ser conduzida à luz das diferenças entre uma retratação (ou qualquer outro mecanismo de correção da literatura científica) motivada por erro honesto, negligência e por desvios éticos, que incluem a má conduta. Recentemente, a Agência Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) suspendeu por um ano (2014-2015) o financiamento de projetos do professor Jens Schwamborn, da Universidade de Luxembourg . Embora a DFG não tenha identificado má conduta científica nas publicações investigadas (publicadas na EMBO e no Journal of Biological Chemistry, dois periódicos de grande visibilidade internacional), o comitê avaliador do processo julgou que houve negligência por parte do pesquisador e entendeu que era motivo suficiente para aplicar essa sanção.

Para a pesquisadora da UFRJ, a dinâmica de produção científica está cada vez mais atrelada aos mecanismos de correção e a tendência é se intensificar essa relação que, segundo ela, “já se mostra grande o suficiente para merecer uma atenção ainda maior no sistema de recompensas (que inclui o financiamento de projetos) da ciência”.

“Creio que, com critérios bem definidos, a saúde do sistema, a integridade do processo e também dos pesquisadores será preservada, afirmou a presidente do 4º Brispe.

* Trechos em verde acrescentados às 21h50, não incluídos no texto original por não ter sido considerada inicialmente parte das respostas do diretor científico da Fapesp.

 

Destaques na internet

Seleção de artigos, reportagens e outros textos publicados on-line desde a coluna de ontem.

Agência Fapesp

Carlos Orsi

O Eco

Época

O Estado de S. Paulo

Folha de S.Paulo

O Globo

Jornal da Ciência

Nature News

The New York Times

Observatório do Clima

Pesquisa Fapesp

Retraction Watch

Scholarly Open Access

SciDev.Net

Science

Valor Econômico

 

Na imagem acima, pesquisadores do Brasil e de outros países que no final de abril deste ano formaram o comitê internacional que julgou as propostas para o edital dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) do CNPq. Na foto está também o então presidente do CNPq, Hernan Chaimovich (na primeira fila, com gravata e paletó abotoado) e, ao seu lado, de gravata vermelha, o químico Walter Colli, que presidiu o comitê. Foto: Claudia Marins/CNPq/Divulgação.


Apoie o jornalismo crítico e independente de Direto da Ciência

Você acha importante o trabalho deste site? Independência e dedicação têm custo. E conteúdo exclusivo e de alta qualidade exige competência e também investimento para ser produzido. Conheça o compromisso de Direto da Ciência com essa perspectiva de trabalho jornalístico e com seus leitores. (Clique aqui para saber mais e apoiar.)


Receba avisos de posts de Direto da Ciência.

Informe seu e-mail para receber avisos. Ele não será fornecido a terceiros.

Para sua segurança, você receberá uma mensagem de confirmação. Ao abri-la, basta clicar em Confirmar, e sua inscrição já estará concluída. Você sempre poderá, se quiser, cancelar o recebimento dos avisos.


Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução de conteúdos de Direto da Ciência.
Clique aqui para saber como divulgar.

7 Comentários

  1. Pingback: C&T nº 145 18-11-2016 – Jornal Pensar a Educação em Pauta

  2. Nagib Nassar said:

    Quero acrescentar:
    . O sistema atual do CNPq de avaliação e distribuição de recursos é extremamente ineficiente e degenerou muito nos últimos dois anos graças aos diretores voadores que moram em São Paulo e no Rio e visitam o CNPq esporadicamente, deixando suas atribuições aos técnicos. Quem ler o recente edital sobre segurança alimentar julga que foi elaborado por iniciantes que ignoram princípios essenciais de pesquisa na área e não têm noção nenhuma sobre assunto, nem linhas de atuação sobre segurança alimentar. Não foi por pouco que o Brasil foi classificado no fundo do ranking de aproveitamento e eficiência de utilização de recursos, chegando à posição de 50º entre 52 países avaliados pela NATURE.
    É uma tragédia que assim ande a administração da diretoria de agronomia e ciências biológicas- DABS.
    Direto da Ciência não deixou de publicar sobre o assunto poucas semanas atrás (ver link
    http://www.diretodaciencia.com/2016/10/07/grandes-esperancas-para-o-cnpq/). Seria bom que o CNPq e FAPESP nomeiam nestes postos chaves técnicos da carreira e não comissionados indicados por políticos. Tem que preparar quadro de técnicos nesses órgãos para essa missão; administrar recursos milionários da pesquisa cientifica. Ter mestrado ou doutorado numa área biológica não significa estar preparado para administração cientifica e muito menos para dirigir e admitirá recursos desses órgãos. Os CNPq e FAPESP têm de qualificar seus quadros. Seria bom qualificá-los em universidades no exterior obtendo doutorado na administração cientifica ou contratar especialistas da área que atuam em departamentos especializados nas universidades brasileiras destacadas neste assunto.

  3. John Doe said:

    A relação entre a FAPESP e Mario Saad deve ser muito mais complicada do que mostra essa matéria. O jornalista Mauricio Tufanni deveria se considerar impedido de escrever sobre o assunto porque é membro do Comitê Editorial da Revista Pesquisa Fapesp (http://revistapesquisa.fapesp.br/quem-somos/). Se recebe pagamento da FAPESP não deve escrever sobre a instituição.

    • Maurício Tuffani said:

      Não há nenhum conflito de interesse. Os membros do Conselho Editorial da revista Pesquisa Fapesp não recebem pagamento nenhum por sua colaboração.

  4. Alberto Maltese said:

    A coisa é bem pior do que parece… As tais “sindicâncias” que exoneraram o grupo do Saad foram presididas por um docente do Instituto de Química, que coincidentemente faz parte de outro megagrupo de pesquisadores gordamente incensados pela Fapesp através de um CEPID (que, aliás, são uma das razões principais da agência estar na miséria). Fora de Barão Geraldo, bem menos gente engole essa história de “confusão”:

    https://forbetterscience.wordpress.com/2016/02/25/the-duodecuplication-of-a-wandering-western-blot/

    Aliás, as coincidências não param aí – ambos (Saad e o professor de química que presidiu a sindicância) fazem parte do mesmo grupo político na Unicamp, tendo sido companheiros de chapa no conselho universitário… Isso é tão ou mais grave que o caso das bancas da engenharia – ou não ? Pode até não ser ilegal mas seria ético ?

    Quanto à posição do diretor científico da Fapesp sobre o caso… ele é quadro do PPS, partido do Roberto Freire. E quem o doutor Saad apoiou na última eleição para deputado ? O vídeo abaixo é esclarecedor, digamos assim:

    https://www.youtube.com/watch?v=PvQUsVHkI-s

    Como o companheiro aí em cima disse, se cutucar sai muito tatu da toca e nem precisa ir atrás dos outros inct – basta este aqui.

  5. John Smith said:

    No Brasil, o reitor de uma universidade pública é eleito por seus alunos e funcionários. Conseqüentemente, o Reitor e seu gabinete são escolhidos não por mérito científico, mas por conveniências políticas. Os professores Carlos Henrique Brito Cruz e Mario José Abdalla Saad são conhecidos por pertencerem ao mesmo grupo político, que se chama “Britistas” em referência ao professor Brito que detém a chave do dinheiro (FAPESP).

  6. Nagib Nassar said:

    O sistema atual do CNPq de avaliaçao e distribuição de recursos é extremamente ineficiente e degenerou muito nos últimos dois anos graças aos diretores voadores que moram em São Paulo e no Rio e visitam o CNPq esporadicamente, deixando suas atribuições aos teecnicos. Quem ler o recente edital sobre segurança alimentar julgará que foi elaborado por iniciantes que ignoram princípios essenciais de pesquisa na área e não têm noção nenhuma sobre assunto, nem linhas de atuaçao sobre seguranca alimentar. Não foi por pouco que o Brasil foi classificado no fundo do ranking de aproveitamento e eficiência de utilização de recursos, chegando à posicao de 50º entre 52 paises avaliados pela NATURE.
    É uma tragedia que assim ande a administraçao da diretoria de agronomia e ciências biológicas- DABS.
    Direto da Ciência nao deixou de publicar sobre o assunto poucas semanas atrás (ver link
    http://www.diretodaciencia.com/2016/10/07/grandes-esperancas-para-o-cnpq/).

*

Top