Fapesp lança base de dados de pesquisas para nortear decisões e políticas ambientais

Começa às 9h de terça-feira (21) transmissão ao vivo de lançamento da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos

O programa Biota/Fapesp dará amanhã (terça-feira, 23) um importante passo para superar o desafio de eliminar a distância entre as informações científicas disponíveis e as decisões e políticas públicas na área de meio ambiente. Criado em 1999, e envolvendo instituições de pesquisa ambiental de todo o Brasil, o programa anunciará a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (PPBES), que pretende integrar e consolidar informações científicas geradas em todo o país.

No evento, que terá transmissão ao vivo pela internet a partir das 9h, será divulgado o primeiro Informe Técnico da plataforma, que será um resumo preliminar para o Diagnóstico Brasileiro, o documento que deverá reunir toda a informação ambiental disponível no país.

“Pretendemos cobrir a lacuna de dados com a participação de cientistas de todas as regiões do Brasil, trabalhando para que os dados sejam considerados elementos para o planejamento do desenvolvimento sustentável no país e no mundo”, afirmou para a Agência Fapesp o biólogo Carlos Alfredo Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador da BPBES.

A coordenação da BPBES está fazendo reuniões com representantes do governo federal nos diferentes ministérios, com representantes de organizações não governamentais, bem como do setor empresarial, segundo Joly também é coordenador do Programa Fapesp de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (Biota/Fapesp).

O Diagnóstico Brasileiro utilizará os mesmos conceitos, metodologias e indicadores dos quatro diagnósticos regionais que estão sendo desenvolvidos pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês). A entidade internacional foi criada em 2012 por representantes de 100 países e com apoio de agências das Nações Unidas para oferecer informações científicas para a tomada de decisões políticas.

Esses quatro diagnósticos envolvem as regiões Américas, África, Ásia e Pacífico e Europa e Ásia Central. Eles deverão servir de base para o Diagnóstico Global de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos a ser publicado em 2019.

“Dados ambientais de alta qualidade produzidos em todas as regiões do Brasil estão principalmente no Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que atualmente desenvolve o SiBBr [Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira], e no Ministério do Meio Ambiente, mas também estão dispersos em outros ministérios e instituições”, explica Joly, que também é co-chair do Painel Multidisciplinar de Especialistas (MPE, na sigla em inglês) da IPBES.

A transmissão do evento ao vivo poderá acompanhada a partir das 9h pelo endereço http://aovivo.integra.tv.br/fapesp.

Programação

Lançamento da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos

  • 9h15 – Abertura – Carlos Alfredo Joly e Fábio Scarano
  • 9h45 – Histórico da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos/IPBES (Carlos A. Joly)
  • 10h15 – Intervalo
  • 10h30 – Apresentação e discussão do documento “Contribuições para o Diálogo Intersetorial: a Construção do Diagnóstico Brasileiro sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Fábio Scarano)
  • 11h15 – Discussão geral e encerramento do primeiro bloco

Apresentação dos Diagnósticos Globais da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos

  • 14h00 – Abertura do segundo bloco
  • 15h00 – Saudação de Sir Robert Watson, presidente da IPBES (via Skype)
  • 15h15 – Apresentação do Diagnóstico Global sobre Polinização Relacionada a Produção de Alimentos (Vera Imperatriz Fonseca)
  • 16h15 – Apresentação do Diagnóstico sobre Metodologias para Análise de Cenários e Modelagem em Biodiversidade (Jean-Paul Metzger)
  • 17h00 – Discussão geral
  • 17h30 – Encerramento do evento

(Com informações da Agência Fapesp.)

Na imagem acima, Serra Vermelha, importante remanescente de Mata Atlântica no Piauí. Foto: André Pessoa/MMA/Divulgação.

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