Boletim de Notícias, 2/mar: blog notificado por mineradora; vida há 4 bilhões de anos

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor

O Blog do Pedlowski, editado pelo geógrafo Marcos Pedlowski, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), recebeu notificação extrajudicial da Companhia Brasileira de Alumínio, que exigiu a remoção do nome da empresa de post que noticiou conflito socioambiental em Belisário, em Minas Gerais. Essa é uma das localidades em que a mineradora, que pertence ao Grupo Votorantim, realiza extração de bauxita. Confira essa tentativa de cerceamento do direito constitucional de liberdade de expressão em “Blog do Pedlowski recebe notificação extra-judicial por noticiar conflito socioambintal em Belisário (MG)”.

A notícia de maior destaque de ciência desde ontem é a descoberta no sítio geológico de Nuvvuagittuq, no Canadá, de microorganismos fósseis de 3,77 bilhões a 4,29 bilhões de anos, que seriam as evidências mais antigas de vida na Terra. Confira nos títulos destacados em negrito vermelho.

O desmatamento da Amazônia na Bolívia e no Brasil é destaque do jornal britânico The Guardian com a reportagem “Burger King animal feed sourced from deforested lands in Brazil and Bolivia”, de Arthur Neslen.

Após o Boletim de Notícias de ontem, Direto da Ciência publicou

“Pesquisador que publica em periódico predatório nem sempre é vítima”.

Boa leitura.

A imagem acima é uma reprodução parcial  de post do Blog do Pedlowski. Crédito: Blog do Pedlowski/Reprodução.

Agência Fapesp

BBC Brasil

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Notícias Socioambientais

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  • Shell avisou sobre aquecimento em 1991 – Filme redescoberto por jornalistas holandeses mostra que empresa já tratava risco climático como “amplo consenso científico” há 25 anos, mas investiu em combustíveis mais sujos mesmo assim

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The Scholarly Kitchen

Science

UOL

Valor Econômico

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Um comentários;

  1. Roberto Berlinck said:

    Caro Maurício,
    O fato de se ter descoberto fósseis de micro-organismos de mais de 4 bilhões de anos é realmente notável, pelo fato de a Terra poder ter se formado entre 6 e 4 bilhões de anos atrás. No entanto, é bom lembrar que 1 bilhão de anos é muito tempo e estima-se que os primeiros organismos pluricelulares que surgiram na Terra (esponjas marinhas) devem ter surgido há no máximo 1,2 bilhões de anos, e que os primeiros seres fotossintetizantes há cerca de 2,5-3 bilhões de anos. Ou seja, os intervalos de “eventos significativos” no início da vida são enormes, e as margens de erro destes cálculos também (mas estão melhorando com o avanço das tecnologias de análise de datação de radioisótopos). O fato de eventualmente a vida ter começado mais cedo do que se pensava também remete à possibilidade de que as condições para o surgimento da vida na Terra eram mais favoráveis do que se pensa. Estes resultados devem estimular ainda mais a pesquisa sobre como a vida se iniciou em nosso planeta.
    Abraço, Roberto

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