O paper criacionista, o periódico predatório e a avaliação da Capes

Direto da Ciência inaugura Coluna de Domingo com informações, comentários e avisos de eventos

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MAURÍCIO TUFFANI,
Editor –

Ao final desta semana em que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou resultados de sua avaliação do quadriênio 2013-2016, vale a pena mostrar que coisas indesejáveis ainda podem ser abrigadas na plataforma Qualis Periódicos. E graças à existência do nível de classificação C para publicações, o mais baixo na escala de oito estratos (A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C).

Classificado no Qualis com C nas áreas de Biotecnologia, Ciências Biológicas II e Medicina I e II, o periódico Academia Journal of Scientific Research publicou em julho o artigo “Speciation in real time and historical-archaeological and its absence in geological time”.

O paper indica como autores um aluno de graduação da Universidade Federal de Goiás e dois pós-graduandos da universidades Estadual de Maringá e Federal do Rio Grande do Norte (a esta última corresponde uma pessoa que afirma não ter autorizado o uso de seu nome no artigo).* O texto se apoia em referências à “baraminologia”, um suposto método criacionista de classificação de espécies associado ao Dilúvio bíblico. (Ver análise em “Design inteligente posta texto em revista predatória”, do biólogo Victor Rossetti.) [

O periódico é editado pela Academia Publishing, que a partir de janeiro de 2013 passou a constar na lista de publishers predatórios do blog Scholarly Open Access. O site foi desativado em janeiro deste ano por seu editor Jeffrey Beall, da Universidade do Colorado em Denver, mas seu conteúdo ainda pode ser consultado em outras páginas.

 

‘Tá no Qualis’

O artigo criacionista veiculado pelo periódico predatório é mais um lamentável exemplo da impertinência dessa “nota zero” do Qualis, que tem servido para dar “direito à existência” para publicações de baixa qualidade no sistema brasileiro de pós-graduação.

Já questionei muitas autoridades acadêmicas sobre esse problema. A resposta frequente é que o C é suficiente para desmerecer um periódico, os papers nele publicados e seus autores. Falta combinar esse entendimento com professores e pós-graduandos ávidos por espaços editoriais para desovarem seus trabalhos. E que têm, na ponta da língua, como justificação o argumento “Tá no Qualis”.

 

Indústria dos predatórios

Esse quadro deverá piorar, especula a apreensiva reportagem “Is predatory scientific publishing ‘becoming an organized industry’?”, publicada na quarta-feira (20) na Physics Today. Nela o jornalista Steven T. Corneliussen toma como ponto de partida o processo ajuizado nos Estados Unidos pela Comissão Federal do Comércio (FTC) contra o grupo editorial OMICS, sediado em Hyderabad, na Índia. No Brasil, esse publisher e 30 de suas revistas já haviam sido indicados por mim em 2015 no blog que eu mantinha na Folha (“Publishers predatórios e seus periódicos no Qualis”).

Estranha e muito suspeita é a falta de repercussão, no meio acadêmico brasileiro, da preocupação crescente em outros países com o avanço dessa indústria predatória. Em 18 de fevereiro, a Associação Mundial de Editores Acadêmicos (Wame) afirmou que instituições acadêmicas devem identificar integrantes seus listados como editores ou membros do corpo editorial dessas publicações e exigir sua desfiliação (“Identifying Predatory or Pseudo-Journals”). Dez dias depois opinião semelhante foi publicada por David Crotty, diretor editorial da Oxford University Press, dez dias após o alerta da Wame, em seu artigo “Predatory Publishing as a Rational Response to Poorly Governed Academic Incentives”.

 

Avaliação despercebida

Divulgados na terça-feira (19) por nota da agência, os resultados da primeira etapa da avaliação quadrienal 2013-2016 praticamente não tiveram atenção da imprensa. Exceto por poucos veículos, como O Globo (“Capes pode descredenciar 119 cursos de mestrado e doutorado no país”) e Nexo (“A avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil ao longo do tempo”).

Realizada de 3 de julho a 11 de agosto por 1.550 consultores em 49 áreas, a avaliação considerou no quadriênio 4.175 programas de pós-graduação, 94.929 professores atuantes e 292.938 alunos titulados. Poderão ser descredenciados 119 programas que tiveram notas 1 e 2 na escala de 1 a 7. Os programas com nota 3, considerada mínimo de qualidade, correspondem a 32,8% do total.

Os repórteres Raphael Kapa e Renata Mariz, de O Globo, observaram:

No outro extremo, com padrão internacional de excelência evidenciado pelas notas 6 ou 7, estão apenas 11,1% dos programas, enquanto 17,9% alcançaram média 5, que mostra excelência nacional. Com nota 4, que representa bem ou muito bem avaliado, são 35,4%. Mesmo passando por uma crise financeira nos últimos anos, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) foi uma das que não tiveram programas descredenciados. UFRJ, USP, UFF, IME e UNB tiveram cursos de mestrados e doutorados descredenciados.

 Confira mais detalhes sobre os dados.

 

Rebaixamentos e exclusões

Uma boa notícia em termos de qualidade sobre essa avaliação é o rebaixamento para o nível C no Qualis dos periódicos removidos pela base de dados Scopus em março por más práticas editoriais. (São cerca de 300 os itens “cancelled” na Scopus Source List). Ainda não consegui fazer uma verificação completa, mas em algumas das 49 áreas houve exclusão, e não apenas rebaixamento.

Já por volta de março os coordenadores das 49 áreas receberam instruções para considerarem essa exclusão decidida pela Scopus. Comecei em junho a notar na Plataforma Sucupira o impacto dessa orientação no Qualis Periódicos. Pedi informações sobre isso para a Capes no final daquele mês e reiterei o pedido no mês seguinte. E estou esperando a resposta até hoje.

 

Renca de problemas

O presidente Michel Temer terá de revogar a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) para evitar que o Congresso o faça na marra. Antes de viajar para a reunião da ONU, em Nova York, ele foi alertado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que se o próprio governo não recuar entrará em votação o projeto de decreto legislativo proposto por Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para sustar o desastrado ato presidencial.

Por falar em desastrado, e também em Nova York, na quarta-feira (20), em um fórum de empresários na cidade, o ministro Fernando Coelho Filho, das Minas e Energia, defendeu a extinção da Renca. Além de ter dito que foi uma “fatalidade” o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG) em novembro de 2015 (“Em NY, ministro diz que Mariana foi ‘fatalidade’ e defende fim da Renca”, Isabel Fleck, Folha, 20/set).

 

Paleontólogos em alerta

A diretoria da Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP) alertou seus associados sobre um email da Faculdade Integrada de Ensino do Rio de Janeiro  (Faiterj) convidando geólogos e paleontólogos para um “projeto de especialização e aperfeiçoamento”, de oito meses de duração, ao custo de R$ 350, em “paleontologia e geologia histórica e bíblica”.

Direto da Ciência questionou o Ministério da Educação, que respondeu o seguinte sobre a Faiterj.

A entidade não se caracteriza como uma Instituição de Ensino Superior credenciada para oferta de cursos superiores. Cursos ofertados por entidades não credenciadas são considerados “cursos livres” e não são regidos pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), ou seja, não estão sob supervisão do Ministério da Educação. Dessa forma, essas instituições estão sob a legislação consumerista, sob fiscalização dos órgãos de defesa do consumidor e da Justiça.

 

Tentativa fracassada

Também questionado por Direto da Ciência, Lindemberg Mendes, diretor acadêmico da Faiterj, afirmou que o projeto a que se refere sua mensagem de convite deverá ser realizado com instituições parceiras, mas não informou quais seriam essas instituições. Na verdade, a SBP recebeu dele proposta de parceria que foi recusada. “Reitero, em nome de toda a comunidade paleontológica, o desserviço científico aqui apresentado e nosso total repúdio a vossa proposta”, afirmou Renato Pirani Ghillardi, professor da Unesp de Bauru (SP) e presidente da SBP.

 

Fisiologia e Bioquímica: congresso virtual

Criada em 1997, a Sociedade Sul Americana de Fisiologia e Bioquímica Comparada (SASCPB na sigla em inglês) está organizando um congresso virtual, previsto para meados de 2018. O evento terá entre seus objetivos a inclusão de pesquisadores da América Central e também do México. Desse modo, a entidade passará a se chamar Sociedade Latino-americana de Fisiologia e Bioquímica Comparada (CPB-LatAm).

Organizado por Marcelo Hermes-Lima, do Departamento de Biologia Celular da Universidade de Brasília, o grupo da sociedade no Facebook já conta com cerca de 240 membros de países da América Latina. O grupo também está recebido sugestões de simpósios para o International Congress of Comparative Physiology and Biochemistry (ICCPB), previsto para meados de 2019 em Ottawa, no Canadá. Confira no grupo da SASCPB.

 

Audiência pública sobre institutos em SP

Na terça-feira (26), a Assembleia Legislativa paulista realizará audiência pública com o secretário estadual do Meio Ambiente, Maurício Brusadin sobre a situação dos institutos de Botânica (IBt), Florestal (IF) e Geológico (IG). Seu antecessor, Ricardo Salles, pretendia unificar os três órgãos. O encontro deverá discutir também o caso da tentativa de venda do imóvel da sede do IG, que foi revelada por Direto da Ciência (“Secretário de Alckmin tentou vender com ‘risco inaceitável’ sede de órgão de pesquisa”).

Organizada pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a audiência terá início a partir das 13h30 no Auditório Franco Montoro. Pode ser também uma boa oportunidade para perguntar ao novo secretário a quantas anda o processo para cessão de área para a Polícia Militar, contrariando o plano de manejo do Parque Estadual Alberto Löfgren (“PM desiste de alojar tropa antiterror no Horto de São Paulo, mas ainda quer área”).

 

Presidente do CNPq palestra na Fiocruz

Clique na imagem para ampliá-la.

Na terça-feira (26), no Rio de Janeiro, o engenheiro elétrico Mario Borges Neto, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ministrará a palestra “CNPq, presente e futuro da ciência brasileira”.

Promovido pelo Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e pela Presidência da Fiocruz, o evento será realizado em conjunto com a Semana da Pós-graduação Stricto Sensu do IOC.

A palestra terá início a partir da 14h na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no Museu da Vida da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

 

Uerj: palestra ‘Física no LHC’

Harvey Newman, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA, ministrará na quarta-feira (27), a partir das 17h, na Uerj (auditório 91), a palestra “Physics at the Large Hadron Collider: A New Window on Matter, Spacetime and the Universe”. O renomado físico, que também é colaborador permanente do CERN, descreverá a pesquisa realizada no LHC, um dos instrumentos mais complexos já inventados pela humanidade, e os últimos resultados da física de partículas e espaço-tempo, como a busca de matéria escura e outras partículas e forças exóticas.

 

Unicamp: pós em política científica

Estão abertas até 27 de outubro as inscrições para o processo de seleção de candidatos ao Programa de Pós-Graduação em Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). As atividades dos aprovados deverão ter início em 2018. Mais informações na página do programa.

 

Sugestões para a coluna

Sugestões de temas para esta coluna e informações sobre eventos devem ser encaminhadas por meio da página Envie sugestões para a Coluna de Domingo.

* Trecho corrigido às 18h30. Constava erroneamente que os três alunos eram pós-graduandos.

Na imagem acima, a ilustração “Arca de Noé”, de Anton Coberger (1440–1513). Imagem: Centre for Research Collections/University of Edinburgh/Wikimedia Commons.

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24 Comentários

  1. Pingback: Mais uma tartaruga no alto do poste - Tubo de Ensaio

    • Maurício Tuffani said:

      Caro Sérgio, obrigado. Mas prefiro não dialogar com essa pessoa que já demonstrou interesse maior em tumultuar do que em debater. Aqui ela fez publicações em série dos mesmos argumentos.

  2. sodre said:

    E a ACADEMIA PUBLISHING possui periodicos com notas B3 e B4 e como disse apenas o periodico “reserch” possui nota C. Mas o mais importante é o conteúdo do artigo (ponto que os incompetentes não conseguem nem comentar, mas preferem rotular as coisas ) e não onde ele foi publicado .

    ENTÃO FAÇO UM DESAFIO A COMUNIDADE CIENTIFICA BRASILEIRA

    Será que ninguém vai tentar refutar ou comentar o conteúdo do artigo que trata do PARADOXO DA ESTASE MORFOLÓGICA ? AQUI UM LINK DE SUA REVISÃO http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

    Esta matéria acima do Tuffani não foi exatamente uma critica as revistas de menor conceituação , mas foi uma expressão do preconceito da academia em relação ao design inteligente e ao criacionismo, que possuem papers publicados devidamente na nature e science e muitas outras.

    Prova disso é que esta matéria, para agradar e satisfazer este preconceito ridículo, já começa com uma figura antiga, pejorativa e repleta de preconceitos . Mas caso alguém AINDA não saiba aqui vai uma lista de publicações criacionistas e do design inteligente incluídas na mais nova revisão do mesmo artigo citado

    Pois cientistas, deverão ter o dever de pelo menos avaliar ou refutar o conteúdo , coisa para qual até hoje depois de muitos debates , não achei nenhum cientista brasileiro com capacidade para isso…fica ai o desafio http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

    GRUPO NO FACEBOOK DESTINADO A DEBATER O ARTIGO
    https://www.facebook.com/groups/692838670925183/

  3. Maurício Tuffani said:

    Sodré, a Academia Publishing não tem nota no Qualis, pois as notas são para periódicos, e não para editoras. A nota do periódico escolhido por você para publicar seu trabalho é C, a mais baixa de todas em uma escala de oito níveis.
    Sobre suas considerações referentes à autora, meu texto afirma o que ela disse. Eu não disse que as coisas aconteceram como ela disse.

    • sodre said:

      o que vc colocou na sua matéria não foi exatamente uma critica a revista, mas seu preconceito ao design inteligente e ao criacionismo que possuem papers publicados devidamente na nature e science e muitas outras. Prova disso é que sua matéria já começa com uma figura antiga, pejorativa e repleta de preconceitos . Mas caso vc não saiba (o que duvido muito ) aqui vai uma lista de publicações criacionistas e do design inteligente incluídas na mais nova revisão do mesmo artigo citado por vc, como se o fato dele ter sido publicado em qualquer lugar retirasse seu dever de pelo menos avaliar ou refutar o conteúdo , coisa para qual nem vc, nem nenhum cientista brasileiro possui capacidade para isso…fica ai o desafio http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

      • Maurício Tuffani said:

        Sodré, já discuti com defensores do design inteligente muito mais preparados. Pode dizer para seus fiéis que eu não aceitei o desafio.

        • Sodre said:

          Nem leu o artigo , pois você fala que o texto se apoia em referências a baraminologia …quando me apoio muito mais em paradoxo da estase morfológica …baraminologia é lateral .

          Aprende a ler um artigo antes de comentar Tuffani

          • Maurício Tuffani said:

            Eu não disse que seu “estudo” se baseia na baraminologia. Eu escrevi que ele se apoia – e não exclusivamente – em referências à baraminologia. Que parte disso você não entendeu?
            E não se atreva a reproduzir aqui as grosserias e provocações que você perpetrou no Facebook. Não as liberarei.

  4. sodre said:

    TUFFANI , FAVOR COMENTAR as outras publicações cientificas em rvistas não predatorias citadas aqui neste vídeo com dezenas de papers https://www.youtube.com/watch?v=OaNHyGHdFdw

    No meu artigo possui algumas citações como
    como Behe, MJ, 1997, 2009; Khun, 2012, Looning, 2005

    96. Kuhn, Joseph A. (2012-1). «Dissecting Darwinism». Proceedings (Baylor University. Medical Center). 25 (1): 41–47. ISSN 0899-8280. PMID 2227578

    10. Behe, M. June 1997). «Darwinism and design». Trends in Ecology & Evolution. 12 (6). 229 páginas. ISSN 0169-5347. PMID 2. (J1238050
    11. Behe, Michael J. (February 2009). «Waiting longer for two mutations». Genetics. 181 (2): 819–820; author reply 821–822. ISSN 0016-6731. PMID 19189948. doi:10.1534/genetics.108.098905

    105. Lönnig, Wolf-Ekkehard (2004). «Dynamic genomes, morphological stasis, and the origin of irreducible complexity». Max-Planck-Institut for Plant Breeding Research. Consultado em 9 de setembro de 2017
    http://www.sensortime.com/loennig-dygmosoic-e.htm

    RETIRADOS DA REVISÃO DO ARTIGO CITADO ACIMA em revisão na página http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

    Corrigindo algumas falhas do Tuffani

    1. A lista coloca como possiveis predatorias e não como predatorias… inclusive a A ACADEMIA PUBLISHING possui notas B3, B4 na Capes conforme pode se verificar na lista atualizada de 2017 .https://www.agropediabrasilis.cnptia.embrapa.br/documents/69200/142491/Lista+Qualis+Ainfo+2017/8606cdfc-621c-4475-bf62-244b27b00457 , apesar que a área “research, onde o artigo foi publicado foi classificado como C.

    2. A moça que não autorizou seu nome está grávida e muito provavelmente recebeu pressão dos darwinistas agindo como a suástica, inquisição ou talibãs invertidos, para se retratar , com pena de perder a bolsa e apesar do doutorado dela ser em evolução ela é conhecida como defensora do design inteligente e não é a primeira vez que perseguem a mesma. Um detalhe interessante é que na wikipedia americana se fala com maior respeito dos cientistas criacionistas ou do design , aqui no Brasil de o desrespeito é tão grande que até um dos maiores cientistas da atualidade , brasileiro , Dr. Marcos Eberlin, já é chamuscado na sua biografia na wikipedia

    3. Foi meu primeiro artigo publicado , nem sabia da existencia de revistas predatorias , e de sistema de qualificações …ou seja …ME AGUARDE .. em breve terei um publicado em revista séria … mas o mais importante que é o CONTEÚDO do artigo , que ninguem está disposto a avaliar , fica a dica , quem quiser me refutar , aqui vai o link do artigo revisado , http://sodregoncalves.no.comunidades.net/mudancas-morfologicas-em-tempo-geologico

    E um grupo no FACEBOOK destinado a discutir cada virgula do artigo

    https://www.facebook.com/groups/692838670925183/696896140519436/

    • Marcos Antônio said:

      O próximo “artigo” de vossa autoria será o que ? Provar que a terra é plana, colocando uma régua de 30cm na linha do horizonte e mostrando que a mesma tem curvatura 0?
      Ninguém vai rebater porque está ocupado demais em fazer pesquisa seria; ninguém tem tempo pra asneira.

  5. Pingback: Temer cede a pressões e revoga extinção da Renca

  6. Pedro Augusto de Américo Brasiliense said:

    Alguma surprêsa que defensores do design inteligente publiquem suas ideias em periódicos predadores? Será que conseguiriam publicar em periódicos com uma política editorial rigorosa?

  7. Pingback: Temer cede a pressões e revoga extinção da Renca - SINTRAFESC

  8. Pingback: Temer cede a pressões e revoga extinção da Renca

  9. Pingback: Temer cede a pressões e revoga extinção da Renca - Sul21

  10. Pingback: Após repercussão negativa, Temer volta atrás e revoga extinção do Renca – JF Clipping

  11. Adriano Oliveira said:

    Criacionismo era pra ser publicado na revista da igreja, jornalzinho dos fiéis, crentes, paróquia, etc. Não é ciência!
    Mas nem tudo que está em qualis C, deve ser igualado ao paper de conteúdo sobrenatural citado. Publicações científicas de qualidade podem ser publicadas em periódicos classificados como C, assim como artigos em Qualis A podem não ter tanta qualidade para ser julgada como “melhor”. O sistema de qualificação da Capes precisa melhorar, para não deixar algumas áreas, reféns de injustiças… Não vou citar exemplos de autores e artigos, pois não quero ser processado…

  12. wesley conde said:

    E tenho informações aqui que a terceira co-autora do artigo “Speciation in real time and historical-archaeological and its absence in geological time”, doutorando está processando o mesmo por uso indevido de seu nome no referido artigo. Isto ai é caso de polícia mesmo…

  13. wesley conde said:

    O Sodré primeiro autor do “Speciation in real time and historical-archaeological and its absence in geological time”. não possui graduação alguma ainda. É apenas um estudante no primeiro semestre de Geologia da UFG…

  14. Ricardo Mendonça said:

    O escancaramento do escândalo dos periódicos predatórios no QUALIS é só mais uma das dívidas que a pesquisa brasileira tem com você, Mauricio Tuffani. Logo depois de sua primeira cacetada na CAPES com o seu artigo na Folha de São Paulo citado no texto acima, imediatamente você foi atacado nojentamente por cães hidrófobos em defesa do Órgão. Hoje o problema continua, mas as pessoas estão mais atentas e eles nem se atrevem mais a aparecer. Parabéns pelo trabalho!

  15. Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos said:

    Prezado Maurício Tuffani,
    Assim como você fico bastante impressionado com o silêncio da academia brasileira quando o assunto é Periódicos Predatórios. Todavia, no processo de avaliação dos periódicos brasileiros existe a figura da produção endógena, que é quando uma universidade ou departamento publica um periódico no altos estrados de avaliação e ao longo de 12 meses mais de 30 porcento dos artigos publicados nesse periódico são de profissionais da instituição mantenedora do periódico.
    Mesmo cientes da existência produção endógena, desconheço ações de desestimulem essa ação, assim como punições efetivas para essa pratica bastante difundida, pois com um produção maior, cursos e programas de pós-graduação são beneficiados com notas mais altas nas avaliações quadrienais da Pós-Graduação brasileira.
    Investigar esse “jeitinho brasileiro de produção cientifica” seria super interessante e necessário!
    Eduardo Henrique Barbosa de Vasconcelos

    • Maurício Tuffani said:

      Caro Eduardo, são muito boas suas observações e sua sugestão, pela qual agradeço. Pretendo futuramente tratar dessa abordagem.

*

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