Redução de gases estufa precisa triplicar para evitar aumento de 2˚C, diz ONU

Publicado ao final de cada ano desde 2010 para mostrar a quantas anda o cumprimento das metas para evitar o aumento de 2oC da temperatura média global em relação aos níveis pré-industriais, o Emissions Gap Report, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, mostra este ano um quadro mais grave que os das edições anteriores.

Divulgado nesta terça-feira, uma semana antes da 24ª Conferência das Partes (COP-24) da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o Emissions Gap Report 2018 , indica que o mundo precisa triplicar a velocidade da redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2030 para que se possa evitar a ultrapassagem do limite de 2oC definido no Acordo de Paris. Esse esforço terá de ser cinco vezes maior para ficarmos dentro do limite mais seguro de 1,5oC.

No ano passado, o Emissions Gap Report 2017 indicou que até 2030 deveríamos estar emitindo no máximo 42 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (tCO2e). Naquele momento, com base na estimativa, que foi de 51,9 bilhões de tCO2e, completava-se três anos seguidos no mesmo patamar. No entanto, em vez de diminuírem, em 2017 as emissões mundiais atingiram 53,5 bilhões de tCO2e.

De acordo com o relatório, ainda é possível eliminar o “gap”. Tecnicamente é possível acelerar o ritmo da reduções. Mas isso esbarra na chamada vontade política, que é o que vai ser posto sobre a mesa na semana que vem em na COP-24 em Katowice, na Polônia.

E, como se não bastasse a retórica negacionista do clima aliada à decisão de sair do Acordo de Paris por parte do presidente Donald Trump, dos EUA, o futuro chanceler brasileiro Ernesto Araújo em curto espaço de tempo adquiriu nessa temática uma estranha reputação que o precede.


Para uma avaliação mais contextualizada sobre o Emissions Gap Report 2018, leia

Na imagem acima, tela capturada de vídeo do Programa das Nações Unidas do Meio Ambiente sobre o Emissions Gap Report. Imagem: Reprodução.

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