Base de Alcântara pode não atrair grandes empresas espaciais, diz revista

As vantagens que o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, oferece para o lançamento de foguetes podem não ser suficientes para atrair grandes empresas que dominam o mercado espacial nos Estados Unidos, segundo reportagem da revista de tecnologia The Verge.

No dia 18, os governos do Brasil e dos EUA assinaram o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas para permitir o uso comercial do centro espacial. A iniciativa exige aprovação pelos legislativos dos dois países.

Embora a posição geográfica de Alcântara, próxima ao equador, permita uma grande economia de combustível, os altos investimentos que precisariam ser feitos em infraestrutura e logística podem não ser compensadores para as principais empresas que lançam grandes foguetes nos EUA, como a SpaceX, Blue Origin e United Launch Alliance (ULA), informa a reportagem.

Fundada em 2002 pelo empresário Elon Musk, a SpaceX, por exemplo, já havia afirmado à agência de notícias Reuters que não tem interesse em construir em Alcântara.

Convidados pelo governo brasileiro em 2018 para visitar Alcântara, representantes das companhias Boeing e Lockheed Martin, controladoras da ULA, confirmaram a The Verge que reconhecem o potencial “encorajador” da base brasileira, mas que ainda não fiizeram “grandes planos” para investir nela. Porém, segundo a revista, empresas menores, que lançam pequenos satélites na baixa órbita da terra, manifestaram interesse.

“Para foguetes maiores, as empresas teriam que construir plataformas, torres e tanques de armazenamento de combustível na área. Criar tudo isso na selva brasileira, onde há infraestrutura mínima, iria exigir muito trabalho e investimento”, diz a revista. (Fábio de Castro)

Na imagem acima, instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

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