Secretaria do Ambiente de SP desinfeta prédios em que houve casos de Covid-19

Dependências passaram por desinfecção seguindo protocolo estabelecido em parceria com a vigilância sanitária americana, segundo a Cetesb.

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor
Segunda-feira, 23 de março de 2020, 17h29.

A Secretaria da Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima) interditou e, por meio da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb), higienizou dois andares de um dos edifícios de sua sede na capital paulista no qual foi detectado  um caso de diagnóstico de Covid-19.

Em comunicado interno divulgado na tarde desta segunda-feira (23), a Sima informou que as dependências do Instituto Geológico, no bairro de Vila Mariana, onde houve outro diagnóstico positivo, “também já foram isoladas e estão passando pelo mesmo processo de desinfecção”.

Questionada por Direto da Ciência, a Sima respondeu, por meio de nota de sua assessoria de imprensa, que no domingo (22) foram notificados ao todo dois casos de contaminação entre os servidores, um da Fundação Florestal, que atua no prédio 12, e outro do Instituto Geológico. E acrescentou:

Em ambos casos, os prédios onde estes profissionais atuam foram bloqueados e esterilizados na manhã desta segunda-feira, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança.

Atualização (24/mar, 12h50): Na manhã desta terça-feira (24), a Cetesb encaminhou em nota informações adicionais sobre as diretrizes e os protocolos desse trabalho de higienização.

Veja a seguir as transcrições integrais do comunicado interno e da resposta da Secretaria da Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima) e das informações adicionais da Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb).

 

O comunicado

COMUNICADO – MEDIDAS ADMINISTRATIVAS EM RAZÃO DE TESTE POSITIVO PARA CORONAVÍRUS EM SERVIDORES DA SIMA

Em virtude dos casos diagnosticados de COVID-19, comunicados na tarde de ontem pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, seguem esclarecimentos sobre as ações que estão sendo tomadas conjuntamente pela SIMA e Cetesb.

Neste domingo, às 18h, o prédio 12 teve os andares 1 e 4 lacrados com faixa zebrada pela equipe de segurança da Cetesb.

Comunicada imediatamente, a Empresa de Limpeza encaminhou protocolo do Ministério da Saúde para higienização de ambientes.

Na manhã desta segunda-feira, entre 6h e 7h30, o Prédio 12 passou por desinfecção seguindo protocolo da vigilância sanitária americana, e permanecerá fechado por sete dias. Após este prazo, o comitê de crise reavaliará a ocupação do espaço de uso da Fundação Florestal e o retorno ao trabalho.

Da mesma forma, as dependências do IG – Instituto Geológico, na rua Joaquim Távora, 882 – Vila Mariana, já foram isoladas e estão passando pelo mesmo processo de desinfecção.

É válido ressaltar que a equipe de limpeza estará protegida com uniforme completo, além de máscaras, luvas, botas, evitando o contato direto com qualquer mobília do escritório.

Conforme recomendação do Ministério da Saúde, a limpeza de piso, paredes, mesas, cadeiras, escrivaninhas, portas, maçanetas, cortinas, etc, será executada com álcool 70%, sabão, água e água sanitária.

O comitê de crise está permanentemente em alerta e reunido para rever diretrizes e protocolos. Este canal será atualizado sempre que necessário.

Desejamos melhoras aos colegas em tratamento e saúde a todos.


A resposta da Sima

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente informa que seus serviços essenciais estão preservados e as demais equipes encontram-se em teletrabalho. Todo servidor com suspeita de diagnóstico do COVID-19 está devidamente afastado sob medidas de isolamento em sua residência, conforme orientações do Comitê de Contingência do coronavírus.

No último domingo (22), foram notificados dois casos entre os servidores, um da Fundação Florestal, que atua no prédio 12 do complexo Paulo Nogueira Neto e outro do Instituto Geológico, na Vila Mariana.

Em ambos casos, os prédios onde estes profissionais atuam foram bloqueados e esterilizados na manhã desta segunda-feira, seguindo todos os protocolos de higiene e segurança.

A SIMA acompanha o quadro clínico dos servidores e vem auxiliando no suporte necessário para a recuperação destes pacientes.

A Secretaria mantém um canal online com seus funcionários oferecendo suporte às questões referentes à pandemia.

 

Protocolos e Diretrizes da Cetesb (Atualização em 24/mar, 12h50)

Diretrizes para prevenção à contaminação do Coronavírus foram estabelecidas em parceria com autoridades sanitárias americanas

A Companhia Ambiental de São Paulo (CETESB) adotou protocolos internacionais e do Ministério da Saúde para garantir a desinfecção de prédios, salas e objetos utilizados no ambiente de trabalho. O documento com as diretrizes, publicado nesta segunda-feira (23), é destinado a todos os colaboradores, especialmente às equipes de limpeza.

“A CETESB está atenta à questão do Novo Coronavírus e vem conversando com diversos especialistas do Brasil e do Mundo quanto aos procedimentos para a limpeza de ambientes eventualmente contaminados”, explica a diretora-presidente Patrícia Iglecias. “Grande parte dos nossos colaboradores já está no sistema de teletrabalho, mas como a CETESB realiza serviços essenciais, estamos atentos à segurança destas equipes que realizam atividades presenciais.”

“A CETESB vem adotando medidas rigorosas para evitar contaminações neste período de pandemia. Assim que as equipes tomaram ciência de casos no nosso complexo e no prédio do IG, na zona norte, imediatamente adotaram as providências de limpeza nestes ambiente. Agradeço o pronto atendimento e fico muito feliz de poder contar com a parceria da Companhia”, afirma o secretário Marcos Penido.

Entre as medidas de descontaminação: isolamento temporário nos locais onde houve testes positivos em funcionários; espera de 24h para início da limpeza; higienização com álcool 70%, além de sabão e água sanitária, em pisos, paredes, mesas, cadeiras, escrivaninhas, portas, maçanetas e cortinas.

Na imagem acima, sede da Secretaria da Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sima), no bairro de Pinheiros, na capital paulista. Foto: Cetesb/Divulgação.

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