Carta de 38 CEOS brasileiros a Mourão pede combate a desmatamento

Pela 1ª vez no governo Bolsonaro, líderes empresariais se unem contra a devastação e pedem ações socioambientais efetivas.

Terça-feira, 7 de julho de 2020, 11h33.

Ontem, segunda-feira (6), quatro dias após o presidente Jair Bolsonaro ter afirmado na Cúpula do Mercosul que seu governo pretende fazer uma campanha no exterior “para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor as ações que temos tomado em favor da proteção da Floresta Amazônica e do bem-estar das populações indígenas”, líderes de 38 grandes empresas brasileiras e estrangeiras e de quatro entidades setoriais do agronegócio, do mercado financeiro e da indústria se manifestaram sobre esse assunto.

Eles enviaram uma carta aberta ao vice-presidente Hamilton Mourão – que também é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal – em que manifestaram preocupação com o desmatamento e pediram providências efetivas e urgentes contra a devastação da Amazônia e dos outros biomas, inclusão das comunidades locais, valorização da biodiversidade e que a retomada da economia siga o caminho do baixo carbono.

A notícia é manchete da edição desta terça-feira (7) do jornal Valor Econômico. “É a primeira vez, no governo de Jair Bolsonaro, que líderes empresariais se manifestam coletivamente e pedem ações socioambientais efetivas”, escreveu a jornalista Daniela Chiaretti. “Os empresários não acreditam que uma campanha brasileira no exterior vai reverter a situação e alguns dizem que será apenas gasto de dinheiro público”, prossegue a reportagem.

A carta-manifesto é assinada por dirigentes das empresas Agropalma, Alcoa, Amaggi, Ambev, Bayer, Brasilagro, Cargill, Cosan, DSM, Ecolab, ERM, Grupo Vamos, Iguá, Jacto, JSL, Klabin, Marfrig, Mauá Capital, Michelin, Microsoft,Movida, Natura, Schneider Electric, Shell, Siemens, Sitawi, Stefanini, Suzano, Ticket Log, Vale, Vedacit e Wework, dos bancos Bradesco, Itaú, Rabobank e Santander, da estatal Eletrobras e das entidades Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais Abiove), Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e Indústria Brasileira de Árvores (Ibá).

Há três semanas, 29 fundos que gerenciam US$ 3,7 trilhões em ativos enviou carta para embaixadas brasileiras alertando o governo brasileiro que o desmatamento poderá atrapalhar investimentos no Brasil. “A lista cresceu. Agora já são 32 investidores com patrimônio alcançando US$ 4,5 trilhões”, informa a reportagem.

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Na imagem acima, o vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, general Hamilton Mourão. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil.

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