Manifesto contesta plano da gestão Doria de extinguir a Fundação Florestal

Em vez de acabar com o órgão, governo deveria fortalecê-lo, explicam 84 pesquisadores, ambientalistas e gestores públicos em documento.

MAURÍCIO TUFFANI,
Editor
Quarta-feira, 12 de agosto de 2020, 12h52.

Anunciada na sexta-feira (7) pela gestão do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), a ideia de extinguir em 2021 a Fundação Florestal (FF) foi contestada por um manifesto assinado por 84 especialistas ligados a área de meio ambiente. No documento, enviado ontem ao Palácio dos Bandeirantes, os signatários afirmam que, em vez de fechar, o governo deveria fortalecer o órgão, que administra 102 parques estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental, entre outras unidades de conservação.

A iniciativa de acabar com a FF e com outras nove autarquias e fundações faz parte  um conjunto de medidas previstas para enfrentar a queda na arrecadação do estado devida à pandemia da Covid-19, que deve resultar em um déficit de cerca de R$ 27 bilhões para o estado em 2020 e de R$ 10,7 bilhões em 2021, segundo o secretário de Projetos, Orçamento e Gestão do governo estadual, Mauro Ricardo, em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes.

Entre os pesquisadores, gestores públicos e outros profissionais que subscreveram o manifesto, estão os ex-ministros do Meio Ambiente Izabella Teixeira e José Carlos Carvalho, os ex-secretários estaduais de Meio Ambiente  Édis Milaré, Fabio Feldmann, José Pedro de Oliveira Costa e Maurício Brusadin, o ex-presidente do ICMBio Cláudio Maretti e os deputados federais Nilto Tatto (PT) e Rodrigo Agostinho (PSB), que é presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista.

Também assinaram o documento ambientalistas de renome internacional, como Russell A. Mittermeier, ex-presidente global da Conservation International, e Thomas Lovejoy, ex-vice-presidente global da WWF e conselheiro do Instituto Yale  de Estudos da Biosfera, da Universidade Yale, nos Estados Unidos. (Veja lista completa ao final desta reportagem.)

 

Recursos financeiros

“Causa espanto que o estado mais rico do país esteja considerando a possibilidade de seguir um caminho contrário à conservação da natureza – o que pioraria a imagem do Brasil (e de São Paulo) junto às comunidades nacional e internacional”, afirma o manifesto.

No que se refere aos recursos financeiros para manter a FF, que é vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do estado, o documento contesta a própria ideia de que a extinção seria uma medida de redução significativa de despesas, como mostra o trecho transcrito a seguir.

Os recursos financeiros nesse primeiro semestre de 2020 [para a FF] foram pouco mais de R$ 174 milhões, dos quais apenas 30% (pouco mais de R$ 52 milhões, incluindo 38 milhões para custos de pessoal) vieram do Tesouro do Estado de São Paulo – sendo o restante composto por projetos, compensação ambiental e receita própria. Estes valores permitem ganhos para a sociedade paulista superiores a 15 vezes o investimento e à manutenção de milhares de postos de trabalho bem distribuídos. E são praticamente nulos frentes às projeções de necessidade de redução de déficit do Governo do Estado.

 

O que diz o governo

Ao final a tarde de ontem, Direto da Ciência solicitou ao Palácio dos Bandeirantes uma posição do governo sobre o manifesto. Não houve resposta até o fechamento desta reportagem nesta quarta-feira (12). Na sexta-feira (7), em resposta a nossa reportagem “Governo Doria pretende extinguir a Fundação Florestal de SP”, a Secretaria de Governo enviou a nota transcrita a seguir.

O Governo do Estado prepara um conjunto de medidas, que será submetido ao legislativo, para a modernização administrativa e equilíbrio fiscal das contas públicas de São Paulo, com o objetivo de evitar um déficit estimado em R$ 10,4 bilhões para 2021 e garantir o pagamento de fornecedores e salários, além de aumentar a capacidade de investimento. Desta forma, São Paulo se antecipa, sem qualquer prejuízo às atividades e serviços geridos pela Administração Estadual.

Copiada na solicitação encaminhada ontem ao Palácio, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente enviou à reportagem essa mesma nota com o seguinte acréscimo.

Com relação à Fundação Florestal, o Projeto de Lei está em discussão e novas reuniões devem ocorrer para que seja tomada a melhor decisão acerca do tema. O diálogo no Governo é aberto e constante. O valor do trabalho desenvolvido pela Fundação Florestal é reconhecidamente importante por todos, bem como o tema ambiental que é de extrema relevância e transversal dentro do Governo de São Paulo.

 

Novas adesões

Os organizadores do manifesto também colocaram na internet um formulário para novas adesões.

Clique aqui para ler o “Manifesto contra a extinção da Fundação Florestal e em defesa da natureza, do bem-estar humano e das unidades de conservação, sob responsabilidade do Governo do Estado de São Paulo”.

Segue a lista completa dos signatários do documento.

  • Adriana Mattoso, arquiteta, fundadora da Sociedade de Defesa do Litoral Brasileiro e da SOS Mata Atlântica, ex-gerente de unidades de conservação da Fundação Florestal, supervisora Técnica do Programa Serra do Mar, ONG Akarui São Luiz do Paraitinga, Vista Alegre Ecoaventuras em Paraty, Projeto Paraty Caminhos de Serra e Mar
  • Alcides Pissinatti, doutor em Biologia Animal, chefe e cofundador do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ Inea), professor titular de Ecologia Aplicada e Animais Selvagens, Unipli Niterói e Unifeso Teresópolis, professor de Gestão e Ética veterinária na Unifeso, membro titular da Academia Brasileira de Medicina Veterinária
  • Alexander Turra, professor doutor, Instituto Oceanográfico (IO), Universidade de São Paulo (USP), Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e membro do Grupo de Pesquisa em Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados USP
  • Angela Kuczach, diretora-executiva da Rede Nacional Pró Unidades de Conservação
  • Braulio F. de Souza Dias, doutor em Zoologia, ex-secretário executivo da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, ex-secretário nacional de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), professor de ecologia da Universidade de Brasília (UnB), presidente da Fundação Pró-Natureza (Funatura) e presidente do Conselho Global da Birdlife International
  • Carlos Alfredo Joly, professor titular em Ecologia Vegetal da Universidade de Campinas (Unicamp), membro do grupo de desenvolvimento de capacidades da Plataforma Intergovernamental da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) e coordenador da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES)
  • Carlos Durigan, diretor da Wildlife Conservation Society (WCS) para o Brasil, membro do Conselho (global) da UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), pela América Latina e Caribe
  • Carlos Eduardo Frickmann Young, professor titular do Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaborador dos Programas de Pós Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat) e Ciências Ambientais e Sustentabilidade na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e membro do Painel Científico para a Amazônia
  • Célia R. T. Futemma, bióloga, mestre em Antropologia Cultural e doutora em Ciências Ambientais, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Unicamp, professora da Pós-Graduação em Ambiente e Sociedade (IFCH-Nepam, Unicamp).
  • Célio Fernando Baptista Haddad, mestre e doutor em Ecologia, professor titular de Vertebrados da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Rio Claro, e membro titular da Academia Brasileira de Ciências
  • Cláudio C. Maretti, doutor e pós-doutorando em Geografia, pela USP, consultor, vice-presidente da Comissão Mundial de Áreas Protegidas (CMAP) da UICN para a América do Sul, membro do Coletivo Socioambiental de Atibaia, ex-presidente do ICMBio, ex-líder da Iniciativa Global Amazônia Viva da Rede WWF, ex-diretor da Fundação Florestal (FF-SP) e ganhador do prêmio Fred Packard da UICN
  • Claudio Valladares Padua, doutor, professor e empresário, diretor-executivo Biocon LTDA, diretor científico Biofilica SA, diretor Parquetur SA e professor na Pós-Graduação do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ)
  • Clayton F. Lino, arquiteto, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA), ex-diretor geral do Instituto Florestal (IF) de São Paulo, representante para a Ibero-América na Comissão Mundial de Reservas da Biosfera, Unesco
  • Clóvis Ricardo Schrappe Borges, mestre em Zoologia, diretor-executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS)
  • Cristiana Simão Seixas, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp, co-coordenadora do Diagnóstico Regional das Américas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos do IPBES e membro da Coordenação da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES)
  • Cristina Adams, professora associada da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each) e do Instituto de Energia e Ambiente (IEE), em Gestão Ambiental e Pós-Graduação em Modelagem de Sistemas Complexos (Each), Ecologia Aplicada Interunidades (Esalq Cena) e Ciência Ambiental (Procam), USP, e expert da IPBES e da Plataforma Brasileira de Biodiversidade & Serviços Ecossistêmicos (BPBES)
  • Cybele Silva, economista, ambientalista, empresária e presidente da Federação das Reservas Ecológicas Particulares do Estado de São Paulo (Frepesp)
  • Dailey Fischer, bióloga, doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento, pós-doutoranda em Gestão Urbana (PUC-PR), coordenadora executiva do Observatório de Conservação Costeira do Paraná
  • Davis Grubeer Sansolo, mestre e doutor em geografia pela USP, coordenador do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe e do Laboratório de Planejamento Ambiental e Gerenciamento Costeiro do Instituto de Biociências do Campus Litoral Paulista, Unesp
  • Délcio Rodrigues, diretor-executivo do Instituto Climainfo
  • Edis Milaré, advogado, consultor ambiental, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e ex-presidente da Fundação Florestal
  • Edson Grandisoli, pós-doutorando do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, Programa Cidades Globais, doutor em Ciências pelo Programa de Ciência Ambiental da USP e editor adjunto da Revista Ambiente & Sociedade
  • Elenise Sipinski, mestre em conservação da natureza, coordenadora de projetos de conservação de espécies da fauna pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS)
  • Fabiano Rodrigues de Melo, biólogo, doutor em Ecologia, Conservação e Manejo de Vida Silvestre e pós-doutor em Antropologia pela University of Wisconsin, Madison, professor associado III do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia
  • Fabio Feldmann, advogado, ambientalista, ex-secretário estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, ex-deputado constituinte e relator da Lei do Snuc
  • Felipe Augusto Zanusso Souza, doutorando em Ambiente e Sociedade na Unicamp e coordenador do Movimento Conservatio – por uma cultura de áreas protegidas
  • Francisco Eduardo Bodião, sociólogo e professor, integrante do Fórum Verde Permanente e do Movimento Parque Chácara do Jóquei
  • Francisco N. Leal, geógrafo pela Universidade de São Paulo, mestre em Estudos da Sociedade e Meio Ambiente pela Radboud University (Países Baixos), ex-colaborador da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e membro do Coletivo Socioambiental de Atibaia
  • Gavroche Fukuma, Instituto Movimento Cidades Inteligentes
  • Gérsica Moraes Nogueira da Silva, doutora em Tecnologia Ambiental e Recursos hídricos e pós-doutoranda no Programa de Cidades Globais, do Instituto de Estudos Avançados (IEA), USP
  • Gilberto Natalini, médico e vereador (PV) da Cidade de São Paulo
  • Gilson Burigo Guimarães, geólogo, doutor em Ciências, pesquisador em geoconservação, professor associado do Departamento de Geociências e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Estadual de Ponta Grossa, ex-presidente da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro, membro da Comissão de Geoparques da Sociedade Brasileira de Geologia
  • Gustavo Cherubina, ambientalista, Associação Sociedade do Sol, SP
  • Gustavo Rodrigues Canale, doutor em Ecologia e Conservação (Universidade de Cambridge, Reino Unido), professor adjunto na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia
  • Heloisa Dias, socióloga, membro da coordenação da Rede Brasileira de Mosaicos de Áreas Protegidas (Remap), coordenadora do Colegiado Mar da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA)
  • Hugo de Castro Pereira, presidente da Rede Brasileira de Trilha de Longo Curso, coordenador geral da Trilha Transmantiqueira e conselheiro da Trilha Transcarioca
  • Ivan Carlos Maglio, engenheiro civil e doutor em Saúde Ambiental, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, Programa Cidades Globais, ex-diretor da Cetesb, ex-coordenador de Planejamento Ambiental da SMA-SP e ex-conselheiro da Fundação Florestal
  • Izabella M. Teixeira, copresidente do Painel Internacional de Recursos, da ONU Ambiente, membro do Conselho do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, ex-ministra do Meio Ambiente do Brasil, ex-subsecretária do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e ganhadora do Prêmio Global de Meio Ambiente da ONU
  • Jean Paul Metzger, professor titular do Departamento de Ecologia, Instituto de Biociências (IB), da Universidade de São Paulo (USP)
  • Jorge Hector Rozas, tecnólogo em gestão ambiental, com formação em arquitetura e urbanismo, ex-secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Prefeitura de Araçatuba, representante da sociedade civil na eco 92 e representante do poder público na Rio + 20
  • José Amaral Wagner Neto, ex-diretor-executivo da FF-SP, foi consultor do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar (com o BID) e é secretário adjunto de Desenvolvimento Urbano da Cidade de São Paulo
  • José Carlos Carvalho, engenheiro florestal, ex-diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Minas Gerais, ex-secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais e ex-ministro de Estado do Meio Ambiente
  • José Pedro de Oliveira Costa, arquiteto, mestre em Planejamento Ambiental, professor associado ao Instituto de Estudos Avançados da USP, ex-secretário nacional de Biodiversidade e Florestas do MMA, ex-secretário estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo
  • Juliano Dobis, especialista em Gestão dos Recursos Naturais e diretor-executivo da Associação MarBrasil
  • Júlio B. Chiquetto, geógrafo e doutor em Geografia, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEA), Programa Cidades Globais, da Universidade de São Paulo (USP)
  • Karen B. Strier, doutor em Antropologia, professora na Universidade de Wisconsin-Madison, professora permanente na Ufes, diretora da Pesquisa da Sociedade para a Conservação dos Muriquis (RPPN Feliciano Miguel Abdala), presidente da Sociedade Internacional de Primatologia, associada sênior da Global Wildlife Conservation
  • Lucila Lacreta, arquiteta urbanista, diretora-executiva do Movimento Defenda São Paulo (MDS)
  • M. Cecília Wey de Brito, mestre, ex-secretária nacional de Biodiversidade e Florestas do MMA, ex-diretora executiva da Fundação Florestal, ex-secretária executiva do WWF-Brasil
  • Marcelo Furtado, engenheiro químico e mestre em Energias Renováveis, fundador e facilitador da Coalizão Brasil Clima Floresta e Agricultura, presidente do Conselho do WRI Brasil, membro do Conselho da Conectas Direitos Humanos e dos Comitês de Sustentabilidade da Duratex SA e da Marfrig
  • Marcos Buckeridge, professor, Instituto de Biociências (IB), Universidade de São Paulo (USP)
  • Marcos Sorrentino, professor sênior e coordenador da Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental do Departamento de Ciências Florestais, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da USP
  • Maria da Penha Vasconcelos, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e supervisora do Programa Cidades Globais do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP
  • Maria de Lourdes Zuquim, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP)
  • Mariana N. Ferreira, coordenadora de Ciências do WWF-Brasil e ponto focal de áreas protegidas para a Rede WWF
  • Marina Helou, deputada estadual (Rede, SP), coordenadora da Frente Parlamentar Ambientalista de São Paulo
  • Maritta Koch-Weser, presidente da Earth3000, gGmbH, Alemanha e ex-diretora-geral da UICN – União Internacional pela Conservação da Natureza
  • Maurício Brusadin, ex-secretário Estadual de Meio Ambiente do Estado de São Paulo
  • Mauricio de Almeida Voivodic, engenheiro florestal, mestre em Ciência Ambiental e diretor-executivo do WWF-Brasil
  • Maurício Ramos de Oliveira, conselheiro municipal de Política Urbana e conselheiro participativo Municipal em Pinheiros, Prefeitura do Município de São Paulo
  • Mauro Galetti, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), considerado o pesquisador entre os 1% dos cientistas mais citados na ciência (2019), com mais de 200 trabalhos publicados na área de Ecologia e Conservação
  • Monica Seixas, deputada estadual (Psol, SP)
  • Nilto Tatto, deputado federal (PT, SP), coordenador da Frente Parlamentar pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e fundador do Instituto Socioambiental (ISA)
  • Paulo A. de A. Sinisgalli, professor assistente, coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência Ambiental (Procam), Instituto de Energia e Ambiente (IEE), USP
  • Paulo Pizzi, biólogo, especialista em Ecologia das Águas Continentais, presidente do Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, membro da Coordenação e do Conselho Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica, do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, diretor tesoureiro do Conselho Regional de Biologia do Paraná (CRBio-07)
  • Paulo S. Almeida, professor doutor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (Each USP), no Programa de Pós-Graduação em Sustentabilidade (PPg-Sus) e no bacharelado de Gestão Ambieintal, e ex-diretor-executivo e presidente da Fundação Florestal
  • Paulo Saldiva, médico, professor da Faculdade de Medicina, da Universidade de São Paulo (USP)
  • Pedro H. S. Brancalion, engenheiro agrônomo, professor associado da USP, vice-coordenador do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica
  • Pedro Roberto Jacobi, professor titular sênior, Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental e Divisão Cientifica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental (DCGCTA), Instituto de Energia e Ambiente (IEE), Universidade de São Paulo (USP), e editor de Ambiente e Sociedade
  • Renata Moraes, Instituto Onda Azul, Centro Brasil no Clima e Climate Reality Project Brasil
  • Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor titular da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), Universidade de São Paulo (USP)
  • Roberto Luiz Leme Klabin, advogado pela Faculdade de Direito da USP, vice-presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, vice-presidente do Instituto SOS Pantanal, conselheiro da Fundação Amazônia Sustentável, ex-presidente da Fundação Florestal de São Paulo
  • Rodrigo Agostinho, deputado federal, advogado e ambientalista, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista
  • Rodrigo Medeiros, associado sênior no Brasil da Global Wildlife Conservation
  • Rogério Menezes, ex-secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Município de Campinas e ex-presidente da Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma)
  • Russell A. Mittermeier, Ph.D., oficial chefe de Conservação, Global Wildlife Conservation, presidente do Grupo de Especialistas em Primatas, da Comissão de Sobrevivência de Espécies, da UICN, ex-presidente (global) da Conservation International
  • Sérgio Corrêa, jornalista e professor convidado na Escola de Comunicação e Artes, USP e integrante do Fórum Verde Permanente
  • Sidnei Raimundo, geógrafo, mestre e doutor em Geografia. professor associado da Each-USP, foi analista de recursos ambientais da Fundação Florestal, onde coordenou a equipe de planos de manejo da instituição
  • Sílvia R. Ziller, engenheira florestal, mestre e doutora, fundadora e diretora-executiva do Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental
  • Thomas Lovejoy, professor na George Mason University, conselheiro do Yale Institute for Biospheric Studies, ex-conselheiro-chefe do Banco Mundial para biodiversidade, ex-presidente da Society for Conservation Biology, ex-vice-presidente da Rede WWF (global), ex-presidente do Heinz Center for Science, Economics, and the Environment
  • Thomas M. Lewinsohn, professor titular de Ecologia, Unicamp, e EURIAS Fellow, Wissenschaftskolleg (Institute of Advanced Studies), Berlin
  • Victor Kinjo, músico e cientista social e pesquisador pós-doutor no Instituto de Estudos Avançados (IEA), USP, Programa Cidades Globais
  • Vinícius Gaburro de Zorzi, mestre em Ecologia, presidente da Associação Serra do Itapetinga Movimento pela Biodiversidade e Organização dos Setores Ecológicos (Simbiose) e brigadista
  • Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, pesquisadora em Pós-Doutorado em Cidades Globais no Instituto de Estudos Avançados (IEA), USP, e idealizadora do Cidades Afetivas
  • Warwick Manfrinato, engenheiro agrônomo, mestre em Ecologia Isotópica, presidente do Instituto Amigos Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, ex-diretor do Departamento de Áreas Protegidas do MMA e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP
Na imagem acima, trecho do Parque Estadual da Serra do Mar. Imagem: Fundação Florestal/Divulgação.

Siga Direto da Ciência no Twitter e no Facebook.


Você acha importante o trabalho deste site?

Independência e dedicação têm custo. Com seu apoio produziremos mais análises e reportagens investigativas. Clique aqui para apoiar.


Todos os direitos reservados. Não é permitida a reprodução de conteúdos de Direto da Ciência.
Clique aqui para saber como divulgar.

Um comentários;

  1. Ivan Carlos Maglio said:

    Sobre a proposta de extinção da Fundação Florestal. Embora a crise decorrente da pandemia tenha escancarado a necessidade de termos um Estado estruturado para bancar as políticas públicas necessárias ao desenvolvimento sócio econômico ambiental, as desigualdades sócio ambientais, o governo do Estado mantém sua política irracional de desmonte da estrutura de gestão ambiental e habitacional do estado de São Paulo. Ha economia e racionalidade nisso, ou apenas jogo de cena? O debate é possível para encontrar-mos saídas mais racionais para a gestão ambiental, do que voltar ao passado, sem instrumentos modernos de gestão ambiental como uma Fundação de Direito Público. O Instituto Florestal está preparado para isso? Tem recursos materiais, humanos e tecnológicos? Muitas perguntas. Mas parece que a atitude política é de rolo compressor ou de impor essa solução guela abaixo…

*

Top